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Planeta Solitário (EUA / Alemanha, 2011)

| domingo, 6 de abril de 2014

Planeta Solitário une-se a outras obras interessantes, como Mar Aberto, Meek’s Cutoff e A Faca na Água, em que a viagem de um pequeno grupo de personagens acaba se transformando em pesadelo pelos próprios perigos da natureza e da convivência forçada. O realismo surge como a estética perfeita do terror (nada mais assustador do que ver o tempo de passando, o perigo se aproximando...), por isso a diretora trata as cenas de maneira calma, com diálogos naturais, dando tempo aos atores para demonstrarem sua dinâmica de casal, suas brincadeiras, sua personalidade. É nesses tempos “mortos” que se desenvolve uma tensão crescente, fundamental para a adesão do público.

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Justin e a Espada da Coragem (Espanha, 2013)

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Esta simples fábula de autodescoberta e de amor familiar consegue superar a banalidade do gênero por uma combinação acima da média entre roteiro e técnica. Mesmo a conclusão encontra uma maneira de conciliar a tradição e a modernidade, sugerindo que um governo democrático deve se apoiar tanto nas leis quanto nos símbolos. Justin e a Espada da Coragem não é apenas divertido e bem realizado, ele é também muito mais maduro do que a maioria das produções do gênero.

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Sem Escalas (EUA, 2013)

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O filme só consegue sustentar 105 minutos de tensão no interior de uma aeronave porque traz o mundo exterior para este cenário. O diretor proporciona um verdadeiro desfile do arsenal tecnológico americano: celulares de todos os tipos, redes potentes em grandes altitudes, televisores que transmitem ao vivo o telejornal, smartphones que gravam vídeos e transmitem ao vivo as notícias para o mundo externo, em pleno voo. Se não fossem os telefones celulares e a Internet, Sem Escalas não existiria – e muitos filmes de ação contemporâneos teriam uma aparência completamente diferente.

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Vidas ao Vento (Japão, 2013)

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Para os fãs do animador Hayao Miyazaki, esta história pode ser ao mesmo tempo um prazer e uma decepção: um prazer porque o traço do autor continua belo, fluido, capaz de conferir muitos detalhes às peças metálicas do avião, sem precisar buscar o ultrarrealismo das animações atuais em 3D. Uma decepção, no entanto, porque diante de uma filmografia tão metafórica, onírica e fantasiosa, Vidas ao Vento é um filme surpreendentemente pouco criativo, concreto e rígido.

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A Gaiola Dourada (Portugal / França, 2013)

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Cada personagem tem um conflito de ordem cultural/social, em uma estrutura não muito sutil, mas capaz de tocar em várias questões importantes como a imigração, a condição precária dos trabalhadores, a vergonha ou orgulho da pátria, a saudade, a aculturação. Não que esses temas recebam um tratamento crítico: a ordem em A Gaiola Dourada é a leveza, a despretensão, de modo que a trama apenas toca nessas questões, sem jamais se aprofundar. A reflexão caberá ao espectador, e não ao filme.

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Pompeia (EUA, 2014)

| domingo, 23 de fevereiro de 2014

O diretor Paul W.S. Anderson parece se divertir muito com a câmera e com o potencial desta trama. Aliás, vale dizer que a história da cidade italiana e do vulcão Vesúvio é mero pano de fundo para o diretor massacrar uma população inteira em menos de duas horas. O título também poderia ser "Um milhão de maneiras de morrer em Pompeia": Anderson cria mortes por espada, correntes, asfixia, lava de vulcão, maremoto, esmagamento, apedrejamento... Tudo isso com o prazer de uma criança que brinca com bonecos e sonha com a destruição massiva de cenários imaginários.

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Um Conto do Destino (EUA, 2014)

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“Antes de entrar na sala de cinema, deixe o cinismo do lado de fora”. Essas foram as palavras dos atores Colin Farrell e Jessica Brown Findlay em uma das entrevistas sobre Um Conto do Destino. Os dois provavelmente já previam alguma dificuldade para o público aceitar a história com um estranho cavalo alado, milagres às pencas, pessoas que não envelhecem e Will Smith no papel de Lúcifer, ou “Lu”, para os íntimos. De fato, apesar de o livro original ser popular e respeitado nos Estados Unidos, a versão cinematográfica adota tão cegamente o tom fantástico que só pode ser aceita por um espectador profunda e sinceramente romântico.

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Rodência e o Dente da Princesa (Peru/Argentina, 2013)

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A qualidade da animação é respeitável para um filme que não dispõe de um orçamento hollywoodiano, embora a produção tivesse se saído melhor se tivesse buscado soluções criativas para as limitações da produção, ao invés de supor que o público-alvo (no caso, crianças bem pequenas) não se importaria com essas questões. Na ambição de fazer um filme épico, em 3D, esta animação cria personagens lisos, parecendo mais computadorizados do que reais. Os cenários dispõem de poucos detalhes (algo que a terceira dimensão só ajuda a reforçar), e mesmo os objetos segurados pelos personagens parecem não ter peso, consistência. O mundo de Rodência é claramente virtual, mais próximo da textura de um videogame.

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Ela (EUA, 2013)

| quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O drama Ela parte da história curiosa de um homem que se apaixona por uma máquina. Este mote foi amplamente discutido, defendido por alguns e ridicularizado por outros, desde que o diretor e roteirista Spike Jonze anunciou o projeto à imprensa. Felizmente, o filme não se esgota nesta ideia criativa. Ele retrata as novas configurações do amor de maneira geral, e consegue transformar o relacionamento entre o escritor Theodore (Joaquin Phoenix) e o sistema operacional Samantha (Scarlett Johansson) em um dos mais belos romances que o cinema construiu no século XXI.

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Uma Aventura Lego (EUA, 2014)

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Explorando o estilo dos brinquedos Lego como motor criativo, ao invés de limitação, os diretores Phil Lord e Chris Miller criam cenas de ação e aventura como há muito tempo não se via. Na versão Lego, os fenômenos da natureza (maremotos, incêndios, névoa) ganham contornos esteticamente inovadores, instigantes, misturando a tecnologia digital mais avançada com o aspecto precário do jogo mecânico. As soluções encontradas para representar o movimento comprovam a criatividade dos diretores.

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Gloria (Chile, 2013)

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Esta personagem foge da maioria das representações de mulheres próximas da terceira idade. Ela não é uma mãe amargurada ou uma mulher divorciada de coração partido. Gloria tem uma sexualidade bem resolvida, é confiante em sua beleza e seu interesse. A direção de Sebastián Lelio aceita esta mulher como ela é, sem tentar embelezá-la, nem escavar seus traumas - não há psicologismos neste retrato naturalista.

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Alabama Monroe (Bélgica, 2013)

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Alabama Monroe abraça as regras do melodrama, e o faz de maneira curiosa. O filme alterna de maneira rígida cenas de alegria com cenas de tristeza. E nada mais. Não existem meios-tons: a montagem explora unicamente os instantes de clímax. Assim, são dezenas de cenas de euforia (o primeiro encontro do casal, a primeira transa, a descoberta da gravidez, o instante em que bebê começa a andar etc.) com cenas de depressão (a descoberta da doenças, as brigas, os acidentes).

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O Herdeiro do Diabo (EUA, 2014)

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É difícil escrever sobre um filme de terror como O Herdeiro do Diabo. Por um lado, a produção é competente: os diretores Tyler Gillett e Matt Bettinelli-Olpin compreendem bem as regras do found footage (o estilo com imagens supostamente amadoras, gravadas pelas próprias vítimas); os protagonistas, Allison Miller e Zach Gilford, têm atuações acima da média para esse tipo de filme; o montador sabe o momento exato de cortar as cenas e usar elipses. Talvez a maquiagem seja muito fraca, e o uso de som deixe a desejar em um gênero tão dependente de efeitos sonoros mas, de maneira geral, o conjunto é digno de outros filmes de terror como Atividade Paranormal, [REC] e afins. No entanto, não existe um único momento de originalidade no filme inteiro.

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Grand Central (França, 2013)

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Esta terra de homens másculos e de poucas palavras é a recriação de um cenário de guerra, cujo inimigo – a radioatividade – é incolor, inodoro e insípido. Já as poucas mulheres da usina desempenham funções mais simples (elas lavam as roupas dos homens), ocupando papéis secundários no filme. Neste contexto machista, aparece Karole (Léa Seydoux), mulher sem voz, sem opiniões, que namora Toni (Denis Ménochet) enquanto flerta com outros homens, inclusive Gary. A presença desta personagem motivou a maioria das acusações de misoginia em relação ao filme.

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Todos os Dias (Reino Unido, 2013)

| quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O título do filme francês A Delicadeza do Amor serviria muito bem para descrever Todos os Dias, projeto tão ambicioso quanto minimalista. Por um lado, o diretor Michael Winterbottom teve a ideia inusitada de diluir as filmagens ao longo de cinco anos, gravando poucas semanas por ano, para captar o crescimento das crianças e o envelhecimento dos adultos. Por outro lado, a trama do filme inteiro caberia em um post-it: uma mãe de quatro crianças conta os dias para o retorno do marido, preso por razões desconhecidas.

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Pelos Olhos de Maisie (EUA, 2013)

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Os diretores Scott McGehee e David Siegel adotam a cartilha do cinema realista, com câmeras no ombro, luzes de aparência natural, pouca trilha sonora. A câmera acompanha o rosto dos personagens, acomodando-se a cada gesto e movimento dos atores no enquadramento. Este tipo de direção costuma ser um presente aos atores, e felizmente a novata Onata Aprile, no papel principal, limita-se a poucos gestos e frases naturalistas. Já o quarteto formado por Julianne Moore, Alexander Skarsgård, Steve Coogan e Joanna Vanderham tenta conferir humanidade a esta ciranda de adultos repreensíveis.

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Feito Gente Grande (França, 2013)

| quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

No papel, o projeto de Feito Gente Grande é muito atraente: abordar temas como a morte, o sexo e o divórcio nas famílias de classe média-baixa pelo ponto de vista de duas crianças. A ideia é contrastar o tom ingênuo com a seriedade da situação, gerando um humor sarcástico, a exemplo da cena em que Rachel (Juliette Gombert) flagra a professora “fazendo amor pela bunda”. Como em uma crônica, a comicidade nasce da arte de observar fatos corriqueiros com um olhar deslocado – no caso, o olhar infantil.

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São Silvestre (Brasil, 2013)

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São justamente as escolhas estéticas de Chamie que mais chamam atenção no projeto. Para um filme de 80 minutos e nenhum conflito, limitando-se essencialmente a imagens de pessoas correndo, São Silvestre é bastante ágil. Não se pode criticar a diretora por não tentar conferir ritmo ao conjunto: existem imagens de dentro e fora da multidão, vistas aéreas e do chão, momentos com a respiração do ator, outros com trilha sonora de orquestra, ou ainda instantes em que os dois sons se combinam. A cineasta filma os corredores de lado, de frente, por trás, com câmera parada ou móvel, reta ou angulada, com filtros vermelhos e amarelos, e mesmo imagens positivas e negativas. Como o cartaz multicolorido pode sugerir, este é um verdadeiro exercício estético, em que todos os recursos de imagem e som são usados sem moderação.

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Além da Fronteira (Israel/EUA, 2013)

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Desde as primeiras cenas, Além da Fronteira surpreende pela amplitude do projeto. O roteiro tenta atribuir a um único personagem uma infinidade de problemas: Nimer (Nicholas Jacob) é um jovem palestino que enfrenta problemas ao estudar em Israel, um homem gay que sofre com uma família intolerante, um pacifista obrigado a conviver com um religioso integrista, um intelectual cercado por pessoas que não valorizam a cultura. Este jovem representa algumas das questões mais complexas dos tempos atuais: o conflito árabe-israelense, o terrorismo, a homofobia, o abuso de poder, a corrupção, a falta de solidariedade entre as pessoas, os povos e as religiões.

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Eu Não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida (Brasil, 2013)

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Antes de assistir a este filme, saiba que você tem mais chances de se divertir com esta comédia se for fã de Clarice Falcão. Não apenas das músicas dela, do estilo gaguejante de falar, nem dos vídeos do Porta dos Fundos, e sim da filosofia de vida fofa/hype tão bem representada pela atriz. Isso porque Eu Não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida não é uma espécie de Porta dos Fundos – O Filme, e sim um exercício freestyle em pós-modernidade, uma ode aos jovens vazios que estão “tentando se encontrar”.

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O Menino e o Mundo (Brasil, 2013)

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Os traços desta animação brasileira sugerem a ingenuidade, a infantilidade. O personagem principal é desenhado com um rabisco simples, em 2D, sobre espaços brancos remetendo a folhas de papel. A evolução do cinema animado tem sido cada vez mais associada ao desenvolvimento tecnológico, de modo que assistir a O Menino e o Mundo provoca uma surpresa. Enquanto as grandes produções buscam os traços realistas (como o cabelo ultra natural do príncipe de Shrek, ou a grande expressividade do robô Wall-E) para compor mundos mágicos, este filme faz o caminho inverso: usa traços que beiram o surreal para falar de um Brasil bastante palpável e contemporâneo.

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O Lobo Atrás da Porta (Brasil, 2013)

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Entre a seriedade e a descontração, este filme vai tateando o seu terreno. [...] Até então, pode-se achar que o maior quiproquó é de ordem da infidelidade, com suspeitas de traição, ciúmes e amores não correspondidos. Mas logo, para a nossa surpresa, as pequenas vinganças passionais ganham contornos muito, muito mais sombrios. É interessante como a história apresenta os personagens como inofensivos, até revelar do que realmente são capazes. Justamente, por construir sua narrativa de maneira leve, as irrupções de violência geram um impacto maior.

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Entre Vales (Brasil, 2013)

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Para o espectador, o conflito é o mesmo, ao longo de toda a narrativa: Como o personagem passou do luxo ao lixo? O diretor Philippe Barcinski, paciente, constrói indícios de resposta [...] Entre Vales parece acreditar que, tal um road movie, o importante não é o destino (já sabemos que Vicente termina em um lixão), mas o trajeto. E isso implica criar um caminho interessante, um personagem que desperte empatia e curiosidade no espectador. Neste ponto surge o maior problema do filme: sua frieza.

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Confia em Mim (Brasil, 2013)

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O diretor estreante Michel Tikhomiroff apresentou seu filme no Festival de Paulínia 2013 com grande modéstia, dizendo se tratar de uma obra simples, despretensiosa, que esperava apenas não “fazer muito feio”. São palavras que descrevem bem este filme de ambições artísticas limitadas, mas que pelo menos evita a linguagem típica da televisão. Não há excesso de closes ou trilha sonora, apenas a cartilha cinematográfica mais tradicional, com planos de conjuntos quando os personagens estão juntos, planos próximos quando falam, movimentos de câmera quando se deslocam. Nenhuma imagem surpreende pela beleza, ousadia ou pela reflexão. Confia em Mim é um filme sem assinatura, sem traço autoral.

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Carrie, a Estranha (EUA, 2013)

| sábado, 7 de dezembro de 2013

É muito difícil assistir à nova versão de Carrie – A Estranha sem ter em mente o ótimo filme original, dirigido por Brian De Palma. A desconfiança dos cinéfilos é compreensível, afinal, a diretora Kimberly Peirce basicamente oferece um produto novo a um consumidor que está muito satisfeito com o original. Como ninguém pedia por uma nova versão, a cineasta corre o risco de sofrer acusações típicas do cinema industrial: a de não ter criatividade, de apenas explorar uma história famosa, de se julgar capaz de rivalizar com um dos maiores clássicos de gênero etc.

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Estudante em teoria de cinema, pesquisador em história da crítica e editor do site AdoroCinema.
 

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